Heimrad Bäcker

Heimrad Bäcker (1925–2003) was an artist, poet, and influential editor of the Austrian avant-garde. He is the author of seven volumes of poetry, including transcript (Dalkey Archive Press, 2010) and Seascape (Ugly Duckling Presse, 2013). He published major works by Austrian artists and experimental writers in his journal neue texte (1968–1991) and under the imprint of Edition Neue Texte (1976–1992), the publishing house that he ran along with his wife Margret Bäcker. Most of his literary works draw on the methods of concrete and visual poetry to present documentary material about the Shoah. These books were historical and literary, and they were also part of a critical autobiography, an examination of Bäcker’s enthusiastic participation in the Hitler Youth and the Nazi Party.

Source: http://www.mottodistribution.com

"Heimrad Bäcker nasceu em Viena, Áustria. Estudou filosofia, sociologia e filologia germânica. Mudou-se mais tarde para Linz, onde passou a lecionar. Iniciou um trabalho de pesquisa histórica nos arquivos nazistas austríacos na década de 50. Começa a publicar seus textos na década seguinte e, entre 1968 e 1992, foi editor da revista neue texte, mais tarde transformada em editora, dedicada à literatura experimental. O poeta morreu em Linz, em 2003. 

Os poemas de Heimrad Bäcker trazem de forma clara à consciência política e poética esta causalidade expressa na frase de Heine, que se fez verdadeiramente histórica na Alemanha nazista. Outra data se faz importante neste contexto, que apresenta os trabalhos de um poeta austríaco: em 2008 completam-se os 60 anos da anexação da Áustria pelo Terceiro Reich de Hitler, anexação que foi celebrada pela grande parte dos austríacos da época, prontos para colaborar com o projeto nazista. Após a guerra, o período 1938 - 1945 foi relegado ao eufemismo dos chamados "anos alemães". Esta hipocrisia seria fortemente combatida por poetas e escritores austríacos do pós-guerra, como Thomas Bernhard, Ingeborg Bachmann, H.C. Artmann e Heimrad Bäcker."

Os textos em português sobre Heimrad Bäcker em nosso site são de autoria do poeta Ricardo Domeneck.

(retirados de ricardo-domeneck.blogspot.com.br).

Notas: Sedziszow, Szydlowiec e Kosienice são cidades do interior da Polônia. O campo de extermínio de Treblinka é o mais conhecido dos quatro campos de extermínio da chamada “Operação Reinhard”, nome dado pelos nazistas para o programa de extermínio dos judeus poloneses. Treblinka foi o destino da grande maioria dos judeus do Gueto de Varsóvia. Entre julho de 1942 e setembro de 1943, cerca de 750.000 judeus foram assassinados no campo. Em agosto de 1943, cerca de 1.500 prisioneiros judeus iniciaram uma revolta. Tomando armas de pequeno porte e querosene, conseguiram incendiar a maior parte dos prédios do campo. Alguns soldados nazistas foram mortos na revolta, mas ao fim apenas algumas dezenas dos prisioneiros sobreviveram. O extermínio estava muito próximo de ser completado, mas após a revolta o campo de Treblinka tornou-se inoperável. O campo foi oficialmente fechado em novembro de 1943, após o fuzilamento do último grupo de prisioneiros (cerca de 40 meninas). O diretor do campo de extermínio de Treblinka, o austríaco Franz Stangl, fugiu para o Brasil, onde viveu por quase duas décadas usando seu nome verdadeiro e até mesmo registrado oficialmente no Consulado da Áustria em São Paulo, onde viveu. Só seria extraditado em 1967 e condenado pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças, assassinatos sobre os quais comentou de forma leviana: “Eu apenas fiz meu trabalho.”

epitáfio (3) – 1986


plano ferroviário nr. 587 da direção geral da ostbahn (ferrovia do leste), do dia 15 de setembro de 1942: “trem especial para migrantes”

Landscape M

Concrete poetry traditionally considers the word as object; it (necessarily) monumentalizes as it objectifies. Bäcker thought of nachschrift as concrete poetry and even Eugen Gomringer, one of the field’s initiators, praised the work as “a new chapter […] for concrete and visual poetry.” Yet transcript does what conceptual poetry does: recontexualizes, re-engages, forces an allegorical confrontation with the excess of text and rhetoric itself. War is a discourse, genocide is rhetoric with a body count. transcript does not make a memorial that risks becoming a monument. But it does reuse and reframe, and in so doing, regurgitates the awful glut and smutch of language that, with the corpses it produces, is history’s compost.

Thus, transcript takes without apology, and without adding anything to that which needs no introduction or interpretation. Too, there is no need for the endnotes providing the sources for the various items; their inclusion obliquely suggests that proof is needed, or that we might forget context. Our understanding of the poems is all the proof we wish we did not have, and it is our duty to recollect. Celan fractured language to show its brokenness in the face of evil; Bäcker replicates it as a face broken by war, needing no further breaking

By Vanessa Place

Source: http://bombmagazine.org/article/4826/heimrad-b-cker-s-transcript

"This important exhibition forces us to think about what it means to represent the Holocaust in photography. Heimrad Bäcker's close-ups and landscapes of Mauthausen and Gusen, 
taken years after the end of World War II, depict empty landscapes and mundane remnants of decaying worksites. But the emptiness, like the nails, hooks, and crumbling walls, haunts the viewer, as well as Bäcker, who both know what horrible events took place there." 


- Dr. David Shneer, Louis P. Singer Professor in Jewish History and Director of the Program in Jewish Studies, University of Colorado Boulder, and curator of "Through Soviet Jewish Eyes: 
Photography, War, and the Holocaust"

epitáfio (2) – 1989


texto rotativo com abreviações dos nomes dos campos de concentração alemães de dachau, sachsenhausen, buchenwald, mauthausen, etc. (usadas para comunicação interna)